Ípsilon Público | an interview with Wang Shu

Ípsilon | May 25, 2012
Ípsilon | May 25, 2012

Today, Wang Shu receives the 2012 Pritzker Architecture Prize in Beijing. Exclusively for Ípsilon [a weekly cultural supplement of the Portuguese daily newspaper Público], MovingCities had a lengthy talk with Wang Shu 王澍 & Lu Wenyu 陆文宇 [amateur architecture studio 业余建筑工作室] about past, present and future.
The article – Wang Shu constrói a China tijolo a tijolo [Wang Shu, Constructing China Brick by Brick] – translated by Mónica Carriço, in Portuguese, is available for subscribers only.
We feature a couple of quotes and extracts.

Ípsilon | May 25, 2012
Ípsilon | May 25, 2012

Público | May 25, 2012
Público | May 25, 2012

Wang Shu 王澍 on the evolution of the Xiangshan Central Campus in Hanghzou:

Quatro anos mais tarde voltei a lembrá-lo sobre o nosso primeiro encontro e o meu espanto ao ver que hoje o Campus ainda muda e evolui: a vegetação abraça os edifícios, fundindo-se com o meio. Wang Shu explica: “Em 2007 eu falei com muitas pessoas que não conseguiam entender o que iria acontecer. O Campus parece-se mais com um jardim chinês tradicional: não esta no seu auge quando a obra se encontra acabada. Temos que aguardar, talvez até mesmo dez anos, para que cresça. A minha arquitetura precisa de tempo para mudar. No começo é como um frango implume, ou como o vinho, ou o chá … precisa de tempo”.

Four years later I remind him about our first meeting and my astonishment to see that today the campus is still evolving and changing: green is taking over the buildings, blending in with their environment. He explains: “In 2007 I talked with many people and they could not understand what would happen. The campus is more similar to the traditional Chinese garden: when it is just finished it is not the best situation. You have to wait, maybe even ten years later, for it to grow. My architecture needs time to change. In the beginning it is like a small chicken without feathers. Or like wine, or tea… it needs time.”

Ípsilon | May 25, 2012
Ípsilon | May 25, 2012

Wang Shu 王澍 on the use of recycled bricks:

Obviamente para além da noção de reciclagem e reutilização de materiais tradicionais há que considerar-se também o seu aspeto económico. Wang Shu explica: “Este material antigo e bonito é muito barato. Foi assim que convenci os nossos clientes. Geralmente os meus orçamentos são bastante baixos, por isso é interessante para eles. Na China, ainda hoje nos deparamos com uma situação peculiar: quando se constrói com máquinas sai caro, quando se constrói com mão-de-obra torna-se mais barato”.

Besides this notion of recycling and re-using traditional materials there is also an economic aspect. Wang Shu explains: “This old and beautiful material is very cheap. This is how I convinced my client. Usually my budgets are very low, so it is interesting for them. In China, we face a strange situation: when you build with machines, it is very expensive, but when you build by hand it becomes cheaper.”

Ípsilon | May 25, 2012
Ípsilon | May 25, 2012

Wang Shu 王澍 on receiving the 2012 Pritzker Architecture Prize and his desire to take a break:

É interessante notar que esta necessidade de fazer uma pausa, já se prenunciava desde há anos: “Eu tenho vários projetos a decorrer simultaneamente, é um bom sentimento mas também pode ser muito cansativo. O meu sonho é abrandar, ter um ano de descanso, e continuar depois disso.”
Esta pausa parece não se antecipar para breve. Eu relembrei-o da nossa conversa anterior e questionei-o sobre este reconhecimento internacional e como alterou o seu modus-operandi: “Atualmente imensa gente me pergunta se minha vida vai mudar,” diz pausadamente, ” de uma coisa estou certo: não há razão para mudar – não há necessidade. Irei manter o meu caminho. Pelo que não quero mudar o meu modo de ser e de estar”.

This need to take a break, to stop momentarily was already something he stated a couple of years ago: “I have many different projects going on now and that is a good feeling but also very tiresome. My dream is to stop my work and have a one-year rest and continue after that.”
This rest seems not to come soon. I remind him about this, asking how this recognition is shifting his ideas of taking a break. “These days a lot of people ask me if my life will change,” he says, “one thing I am clear about is that there is no reason to change – no need for that, I will still keep my way. So my way is that I do not want to change.”

Read all the rest here: Wang Shu constrói a China tijolo a tijolo
[Ípsilon, Friday May 25, 2012 – available for subscribers only].
Below more bricks and buildings from a recent visit to the the Xiangshan Campus.

Xiangshan Central Campus | April 2012
Xiangshan Central Campus | April 2012

Pictures by movingcities.org

about
Wang Shu constrói a China tijolo a tijolo
by Bert de Muynck / MovingCities [in collaboration with Mónica Carriço].
Published in PúblicoÍpsilon [Público’s weekly cultural supplement ]
Friday, May 25th, 2012.

thanks to
Inês Nadais [Ípsilon] & Claudia Taborda [standardarchitecture]

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